USO DA PELE DE TILÁPIA COMO XENOENXERTO
Resultados positivos para o contexto social e ambiental
DOI:
https://doi.org/10.31510/infa.v22i2.2368Palavras-chave:
Pele. Tilápia. Queimadura. Regeneração.Resumo
A medicina tem apresentado amplo desenvolvimento, e os avanços científicos e tecnológicos tem contribuído de forma direta para que essa área evolua e traga para a sociedade resultados cada vez mais positivos. O enxerto por meio do uso da pele de tilápia tem sido de grande relevância para auxiliar no processo de tratamento e regeneração de queimaduras. A pele do peixe além de possuir estrutura morfolófica semelhante ao do ser humano, não traz contaminação em sua microbiota. Estudos a respeito do xenoenxerto ainda estão sendo feitos, mas os resultados obtidos são positivos. O objetivo deste estudo é evidenciar resultados positivos acerca de enxertos realizados com pele de tilápia e como isso pode trazer impactos econômicos, sociais e ambientais. A metodologia utlizada nesse estudo é de revisão de literatura, com consultas em sites e artigos que trazem em seu contexto o tema foco deste estudo. Estudos evidenciam que o uso da pele de tilápia para enxertos é um produto inovador, de pequeno custo, de fácil acesso e disponibilidade, e pode tornar-se a primeira pele de animal estudada no Brasil. A literatura apresenta grandes vantagens acerca do uso da pele desse peixe como fator regenerativo seja em casos de queimaduras ou mesmo em situações em que por algum motivo a pele sofreu lesões consideráveis.
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